DIVISÃO DE BIBLIOTECA E ARQUIVO HISTÓRICO
Avenida 9 de Abril, 1977 - Centro, Cubatão, São Paulo - CEP 11510-000 - Fone. 13 33616844 - E-mail: bibliotecacubatao@yahoo.com.br
ESTRUTURA ADMINISTRATIVA:
Secretario Municipal de Cultura:
WELINGTON RIBEIRO BORGES
Diretor do Depto. de Cultura:
JOAQUIM EDUARDO TEIXEIRA
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Chefe da Divisão de Biblioteca e Arquivo Histórico
FRANCISCO RODRIGUES TORRES
Chefe do Serviço de Biblioteca:
MARCELO BORGES MOREIRA
chefe do Serviço de Arquivo Histórico
Bibliotecária responsável:
Marlene Streinfinger
Secretaria:
Elenice Macena Lima Rebouças
Serviços Técnicos:
Funcionários da Unidade Central e Ramais:
Donizet Carneiro de Olinda (Balcão de Atendimento)
Marcos Roberto Alves (Balcão de Atendimento)
Gilvan Ferraz Ribeiro (Sala de Pesquisas)
Francisco G. Lima (Sala de Pesquisas)
Jessé Ambrósio (Banca de Troca)
Elsio Pinto da Rocha (Balcão de atendimento)
Sandra Regina Cunha Ferreira (Hemeroteca)
Nalva Leal (Sala de Literatura Monteiro Lobato)
João Baptista de Oliveira Neto (Arquivo Histórico)
Patrícia Helena Chaddi Mussi (Ramal Anchieta)
Soraya Marques de Paula Souza Caruso (Ramal Anchieta)
Izabel Maria de Lima Santos (Ramal Lorena)
Gláucia A. de R. Ribeiro (Ramal Lorena)
Tania C. de Souza Borges (Ramal Casqueiro)
Ivone Celia da Silva (Ramal Casqueiro)
Maria Franca da Trindade Santos (Serviços Gerais)
As informações históricas sobre o edifício que abriga a Biblioteca e o Arquivo Histórico Municipal de Cubatão estão aqui organizadas, de forma cronológica, por décadas, pois, ainda não foi possível obter datas precisas sobre as diversas mudanças ocorridas no imóvel. A documentação iconográfica disponível informa principalmente, e apenas, sobre as características arquitetônicas originais do primeiro edifício, poucos são os registros documentais sobre suas transformações.
DÉCADA DE 1930
1934
Encaminhamento de ofício, em 10 de dezembro, assinado pelo Delegado Regional de Ensino Luiz Damasco Penna, e dirigido ao então prefeito de Santos Aristides Bastos Machado, onde é remetida a planta que a Delegacia forneceu para a edificação de um prédio destinado ao Grupo Escolar de Cubatão, elaborada pelo “Serviço de Prédios da Diretoria de Ensino”. Possivelmente, tratava-se de “projeto padrão”. Nesse mesmo ofício, o Delegado esclarece que a fachada poderá ser modificada. Neste sentido, si V. S. me permitisse, eu sugeriria uma estilização mais conveniente ás tradições da localidade, sabido, como é, que a feição do prédio escolar póde e deve contribuir para a obra educativa. Dessa tarefa poder-se-ia incubir, vantajosamente a secção de obras dessa digna Prefeitura. [1]
No mês de janeiro, Carlos Goldegols, funcionário do Departamento de Obras da Prefeitura de Santos encaminha, para o prefeito, o projeto de fachada, elaborado em estylo colonial, por achar-se mais harmonizada com o local sob o ponto de vista de suas tradições. [...] Figuram no projecto a fachada lateral, gradil e os cortes longitudinal e transversal, necessários a intelligencia do projecto. [...] Os degraus das escadas tem a altura de 0,15 x 0,30 de largura. Tudo o mais obedece ao projecto anterior de conformidade com a planta[2].
De acordo com o memorial descritivo da Delegacia de ensino o telhado deverá ter 23º de inclinação máxima, devido à natureza da cobertura, qual seja de barro tipo paulista. No memorial descritivo, ou melhor, nas especificações técnicas elaboradas pelo Departamento de Obras, constam: [...] Fundações: sapata de concreto; [...] Alvenaria: tijolo comum, pé-direito 6,00 m e 0,50 m no mínimo para o porão; [...] Cobertura: telhas de barro imitando ‘marselha’, madeiramento em peroba; [...] Revestimento: cal e areia 1:3 emboço e reboco interno e externos; [...] Calçada cimentada de 1 m de largura em torno do prédio; [...] Marcenaria: a porta principal será em madeira de lei, [...], com postigos de grade de ferro e vidro. [...] Serralheria: as janelas das salas de aula em ferro perfilado tipo báscula, envidraçadas (parte móvel para ventilação) com vão que impossibilite a entrada de uma pessoa ; [...] Captação de Águas Pluviais: calhas e condutores de ferro galvanizado; [...] Pintura: cal lisa nas fachadas , camadas secundárias nos beirais e forro de estuque, [...] pintura a óleo nas calhas, condutores e caixilhos de ferro. Antes uma demão de zarcão e 3 demãos de óleo. Verniz na porta principal; [...] Trabalhos complementares: muro de fecho em alvenaria de tijolo, [...] Gradil e portão de madeira pintados a óleo.
O Departamento de Obras da Prefeitura de Santos, faz algumas modificações no memorial:[...] A cobertura será de telha canal do typo chamado ‘Paulista’. [...] molduras e ornatos serão de argamassa de cal e areia, reforçada com cimento. [...] A porta principal será de ferro com postigos, levando vidros ‘cathedraticos’ a escolher. [...] Calha e condutores de cobre.[3]
O Grupo Escolar de Cubatão, após diversas discussões[4], foi implantado em dois terrenos de propriedade de Bernardino Pereira Leite, sendo que um foi adquirido pela municipalidade e o outro doado pelo proprietário.
No mês de março foi lançado o edital de licitação de obras. Somente o engenheiro Francisco de Azevedo[5], sócio-proprietário da empreiteira Azevedo & Travassos apresentou proposta.
Em maio foi assinado o contrato para a construção do Grupo Escolar, pela empresa Azevedo & Travassos, que compreendia prédio principal do Grupo, um galpão, instalações sanitárias, muro de frente e muros de fecho do terreno.[6]
A execução das obras foi fiscalizada por funcionários da Prefeitura de Santos e o único problema relatado nos documentos oficiais diz respeito ao tipo de fundação executado no edifício principal, qual seja, a construtora propôs, e depois executou, estacas no lugar de sapatas, pois o terreno encontrado é fraco, e pela sondagem não se encontrará terreno firme.[7]
1936
No mês de março as obras foram concluídas e executadas de acordo com o projeto e especificações, conforme o Processo administrativo nº 12.227/1934, o qual foi arquivado em 17/03/1936. Nesse mesmo ano foi instalado e começou a funcionar o Grupo Escolar de Cubatão.
1949
Através de voto popular Cubatão conquista emancipação política e administrativa.
Segundo Alex Sandro de Lima Gama, nesse período o Grupo Escolar foi utilizado também como Posto Dentário do município.
DÉCADA DE 1950
1953
Foi demolida uma construção feita à guisa de coreto, defronte ao Grupo Escolar.
1958
O Grupo Escolar de Cubatão foi transferido para a rua Ana Néri.
DÉCADA DE 1960
É concluído o alargamento da avenida Nove de Abril, implicando a demolição de diversas edificações, bem como a redução do recuo frontal do antigo Grupo Escolar de Cubatão.
DÉCADA DE 1970
Conclusão da construção do novo Paço Municipal. A sede da prefeitura sai do edifício.
Entre os anos de 1976 e 1978 o edifício foi ocupado pelo Conservatório Musical de Cubatão. [9]
DÉCADA DE 1980
O edifício é ocupado pela Biblioteca Municipal e pelo Arquivo Histórico.
DÉCADA DE 1990
Foram executadas reformas, em ambientes internos, para adequação do edifício, bem como em suas fachadas, em especial, na lateral foi construída rampa para facilitar a acessibilidade.[10].
DÉCADA DE 2000
Foram executados serviços de repintura das fachadas.
O prédio foi tombado em 23 de outubro de 2007 como patrimônio histórico do município de Cubatão pelo Decreto 9124/2007.
FONTES E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Biblioteca e Arquivo Histórico Municipal de Cubatão – documentos avulsos: Processo administrativo nº 12.227/1934
CARAM , Virginia: documentos avulsos.
Condepac – Processo nº 00314/2005
GAMA, Alex Sandro de Lima. O Edifício do Antigo Grupo Escolar do Cubatão e suas Ocupações no Tempo: memória e patrimônio a preservar. Santos. Monografia TCC. 2006.
PINTO, Celma de Souza. Cubatão: História de uma cidade industrial. Cubatão. 2005. (cd-rom).
Prefeitura Municipal de Cubatão/ Hallison Publicidade Ltda. Cubatão Ontem e hoje, um marco do desenvolvimento. São Paulo. 1970.
Sociedade Amigos da Biblioteca e Arquivo Histórico. Avenida de Todos Nós – Desenvolvimento Histórico da Avenida Nove de Abril . Cubatão. 2003.
[1] Processo administrativo nº 12.227/1934
[2] Processo administrativo nº 12.227/1934.
[3] Processo administrativo nº 12.227/1934
[4] Conforme o mesmo processo administrativo, alguns técnicos da Prefeitura de Santos defendiam a idéia de que o Grupo Escolar fosse erguido em terreno voltado para a atual rua São Paulo (atrás da igreja), pois a Estrada do Vergueiro era muito transitada por automóveis de São Paulo.
[5] A empresa Azevedo e Travassos existe até hoje. Originalmente foi constituída pelos engenheiros Francisco Azevedo e Francisco Palma Travassos. Esses engenheiros também aparecem como fundadores, dentre diversos outros, da Companhia Siderúrgica Paulista , atual Cosipa, em 1952. Fonte: < www.novomilenio.inf.br > acesso abril de 2007. Nenhuma informação foi encontrada até então, sobre um eventual parentesco entre Francisco Azevedo e o Engenheiro Francisco de Paula Ramos de Azevedo.
[6] Processo administrativo nº 12.227/1934.
[7] Ibdem.
[8] GAMA, Alex Sandro de Lima. O Edifício do Antigo Grupo Escolar do Cubatão e suas Ocupações no Tempo: memória e patrimônio a preservar. Santos. Monografia TCC. 2006.
[9] Ibdem.
[10] Informações fornecidas por Welington Ribeiro Borges, diretor Biblioteca e Arquivo Histórico Municipal de Cubatão. 2007.


