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Venda de livros aumentou em quase 10% em 2009. Quem ajudou muito foi o público jovem
Foram das prateleiras mais baixas das livrarias que vieram os bons exemplos. Isso porque foi o segmento infanto-juvenil que impulsionou a venda de livros no Brasil em 2009. Com o lançamento de séries voltadas aos adolescentes, como a saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer, um novo público leitor passou a frequentar mais as livrarias. Assim, o setor registrou um crescimento de 9,73% em relação ao ano anterior, segundo relatório da Associação Nacional de Livrarias (ANL). A pesquisa foi feita em 45 redes de livrarias, em 410 lojas em todo o país.
A estudante Kathlen Cristina da Silva, 14 anos, faz parte desse novo público consumidor, mas ressalta que sempre gostou de ler. “Não me considero parte desse grupo de pessoas que descobriu a leitura, porque leio desde pequena e gosto de muitas coisas diferentes”, revela a menina, que atualmente está lendo “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë, clássico publicado em 1847. Fã de Crepúsculo e Harry Potter, ela conta que leu em 2009 os livros “Orgulho e Preconceito”, “Caçador de Pipas” e “Marley & Eu”.
Em Joinville, o setor também alcançou bons resultados no ano passado. A rede Livrarias Curitiba, com 17 lojas em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul, vendeu R$ 2,7 milhões de exemplares em 2009 e cresceu 12%. Segundo a assessoria de imprensa, as cinco unidades da livraria em Santa Catarina superaram a marca da rede e registraram 15% de crescimento. Para o diretor comercial do grupo, Marcos Pedri, a empresa não sentiu os efeitos da crise financeira mundial. “Pelo contrário, notamos que as pessoas se prepararam mais e foram em busca de mais informações. Por isso, os livros da área técnica tiveram mais procura.”
Para a gerente da Livraria Midas, em Joinville, Rosemeri Martins, o grande responsável por esse crescimento é o público adolescente. Ela avalia que 70% das vendas do ano passado foram para esse público, impulsionado pelas séries “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer, e “Percy Jackson e os Olimpianos”, de Rick Riordan. Rosemeri estima que o crescimento ficou em torno de 10%. Segundo ela, o Natal foi uma grata surpresa para o mercado. “A partir de setembro as vendas voltaram com força e o Natal obteve um resultado surpreendente”, revela. Ela destaca o box com os quatro livros da série “Crepúsculo” como o principal produto do fnal do ano.
Na opinião do presidente da ANL, Vitor Tavares, a qualidade do livro infantil influenciou a conquista do público. “Eles estão mais lúdicos, dinâmicos e atraem a atenção da criança. A leitura deixou de ser obrigatória e o livro se tornou um objeto de entretenimento também”, avalia. Para ele, a diversidade da produção literária no país e a qualidade dos produtos asseguraram o crescimento. “A produção brasileira não é inferior às internacionais.”
Segundo Tavares, o índice de leitura do brasileiro é de 1,8 livro por ano. Ele concorda que o preço do livro é caro no Brasil, mas afirma que há várias possibilidades para quem quer ler, como as bibliotecas públicas. Ele destaca que a formação de leitores é fundamental para o mercado. “Se houver mais leitores, a produção do mercado editorial aumenta e, por consequência, o preço dos livros diminuirá”, afirma. Para Tavares, o crescimento do mercado se mantém regular há três anos. “Isso é reflexo das políticas públicas de educação”, diz.
Apesar do bom resultado, o crescimento em 2009 não superou a meta de 11,89%, estipulada no início do ano. “Mesmo assim, 9,73% é um ótimo resultado, se considerarmos que o baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).” Segundo ele, a estimativa foi baseada em dados do ano anterior (crescimento de 10,46% de 2007 para 2008). (A Notícia - SC, em 19/01/2010)
Extraido de :http://www.cultura.gov.br/site/2010/01/19/estamos-lendo-mais/
Que livro você quer ler na Biblioteca de Cubatão?
Leitores podem indicar títulos que serão adquiridos para o acervo
Muita gente ainda tem a idéia de que Biblioteca é um lugar cheio de enciclopédias e livros antigos, apenas. Mas em Cubatão essa história é bem diferente. O acervo é constantemente renovado e o espaço possui títulos que ainda figuram entre os mais vendidos nas livrarias brasileiras, como “Crepúsculo” e “Lua nova” (Stephenie Meyer), “A cabana” (Willian P. Young), “O código da inteligência” (Augusto Cury), “O monge e o executivo” (James C. Hunter), “A menina que roubava livros” (Markus Zusak), entre muitos outros. Só em 2009, foram comprados 300 novos livros distribuídos em 50 diferentes títulos dos mais diversos gêneros.
E a idéia é continuar adquirindo mais lançamentos, oferecendo uma variedade cada vez maior à população. Para isso, a Biblioteca está aceitando sugestões de títulos encaminhadas pelos próprios leitores. Você pode participar indicando a publicação com o nome do autor e a editora, encaminhando através do e-mail bibliotecacubatao@yahoo.com.br. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou preenchendo a sugestão diretamente no prédio da Biblioteca Central que fica na av. 9 de Abril, 1977, no Centro.
Doação de livros – os leitores cubatenses que visitarem a biblioteca da cidade tem, ainda, a oportunidade de sair de lá com um livro de presente. A Banda de Doações está repleta de títulos dos mais diferentes gêneros: dos clássicos da literatura a livros paradidáticos e de ensino médio. Não é preciso ser cadastrado na Biblioteca para levar pra casa um desses títulos. A Biblioteca Central de Cubatão funciona de segunda a sexta-feiras das 8h às 17h e aos sábados, das 8h às 13h.
Texto e fotos: Morgana Monteiro
Trabalhos sobre Cubatão
Na coluna do Arquivo Histórico (abaixo, na coluna ao lado) o leitor encontrará a relação de trabalhos produzidos sobre a história de Cubatão. São TCC's, dissertações, teses e diversos outros documentos que ajudarão o pesquisador a compreender um pouco mais nossa história. Trabalhos como o do historiador Francisco Alves da Silva: Abastecimento em São Paulo (1835-1877). Estudo histórico do aprovisionamento da Província via Barreira de Cubatão (1985) ou o de Franki de Almeida Ataíde: Vila Socó – a tragédia anunciada em Cubatão (2005), são apenas alguns exemplos. O Arquivo Histórico está localizado em um prédio anexo a Biblioteca Municipal e funciona de segunda a sexta-feira das 8 as 17 horas.Unesco: Brasil tem um dos piores índices de leitura
Jornal da Band, da TV Bandeirantes, 14/10/2009 (19h20)
Ajude-nos a renovar nosso acervo!
A Biblioteca Municipal pretende investir na compra de novos livros para os acervos de todas as unidades. Você pode nos ajudar! Basta indicar um título mencionando o autor e editora. As indicações poderão ser feitas através de nosso e-mail: bibliotecacubatao@yahoo.com.br
Visite a Biblioteca e ganhe um livro de presente!
É isso mesmo! Basta se dirigir a estante que fica em frente a Biblioteca, escolher um livro e levar para casa. É de graça! Aproveite!
Quando os livros criam vida!
Um dos objetivos principais do New Zealand Book Council é fazer com que conheçam a literatura neozelandesa no mundo inteiro e principalmente se encarregam de fomentar a leitura entre seus cidadãos.
Na sequencia você vê uma espetacular campanha publicitária, realizada pelo estúdio AndersenM, utiliza o livro "Going West" do escritor neozelandês Maurice Gee, para criar um stop-frame, uma maravilha impressionante.
Extraído de METAMORFOSE DIGITAL
II Mostra de Arte Infantil traz releituras de obras de Cândido Portinari
A infância desse grande mestre da pintura no Brasil é destaque em exposição que acontece na Biblioteca Municipal
O pequeno Cândido Portinari, ou simplesmente “Candinho”, teve uma infância simples com direito a brincar de pega-pega, soltar peão, jogar futebol e tudo mais. Todas as brincadeiras que fazem parte da cultura tipicamente brasileira serviram de inspiração para as mãos criativas de Portinari. E toda essa beleza ingênua virou destaque na II Mostra de Arte Infantil. As 50 telas estão expostas na Biblioteca Central, na av. 9 de Abril. As obras de Portinari soam familiar para a garotada, uma vez que o autor retratou sua infância simples, cheia de brincadeiras, meninas com laços de fita, situações bem típicas de cidades do interior do país. A idéia de retratar a “Infância de Candinho” partiu da professora Daniela da Guarda. “Desenho é uma habilidade conquistada com a prática, o aluno entra num ambiente voltado exclusivamente pra fazer o que mais gosta, que é fazer arter. São apresentadas algumas técnicas que ajudam como observar e criar melhor, conversas sobre o fazer artístico e sobre alguns artistas conhecidos. Tudo é feito de uma forma muito agradável”, afirma a professora. Ano passado, a criançada fez releituras das obras de Tarsila do Amaral.
Os meninos e meninos artistas participam do Curso de Arte Infantil da Estação das Artes, que atende estudantes de 7 a 12 anos. O curso é uma oportunidade de adentrar o mundo do imaginário, da criatividade através da arte. O intuito é simplesmente fazer o aluno descobrir que é capaz de construir seus desenhos, basta apenas praticar.
Cândido Portinari: Foi um dos maiores artistas plásticos brasileiros, conhecido internacionalmente. Nasceu na cidade de Brodósqui, no interior de São Paulo, no dia 13 de dezembro de 1903. Quando pequeno, Portinari levou uma vida muito simples. Ele gostava de brincar como qualquer criança do interior, com pipas, peões, nadando ou jogando futebol. Desde o primário, já começou a encantar a todos com seus desenhos. Portinari pintou crianças brincando, grandes telas e murais, a natureza, nossa história, nossa gente e suas tradições, como a chegada do circo na cidade, as meninas típicas do interior brasileiro com laços na cabeça, a banda de música que se apresentava nas ruas... Passou a exagerar algumas formas com o objetivo de reforçar os sentimentos que queria retratar. Morreu em 1962, aos 59 anos de idade, por intoxicação causada pelas tintas, que tanto utilizou em suas obras, e que hoje temos o privilégio de conhecer e estudar.
Texto e foto: Morgana Monteiro
Cubatão é tema de Seminário na UNICAMP
O patrimônio industrial da cidade foi assunto de congresso em Campinas. O estudo foi realizado pelo arquiteto Roberto José D´AlessandroComo muitos outros paulistas, o universitário Roberto D´Alessandro tinha ouvido falar de Cubatão, mas nunca havia visitado o município. Foi a convite de uma amiga cubatense que o estudante de Arquitetura decidiu ver de perto a cidade. Ao percorrer diversos pontos turísticos e o pólo petroquímico, o jovem decidiu estudar o patrimônio industrial de Cubatão que, segundo ele, é riquíssimo. Com isso, a cidade acabou tornando-se tema do IV Seminário de Arquitetura Rural, Planejamento, Patrimônio e Paisagem, promovido pela Unicamp (Universidade de Campinas), uma das mais importantes universidades do Brasil.
A apresentação do trabalho aconteceu esta semana (22/12) na sede da Faculdade, em Campinas, interior do estado. Roberto D´Alessandro escolheu o patrimônio industrial de Cubatão como tema principal da sua tese de conclusão de curso.
Mas foi a Vila Fabril o principal foco da palestra de D´Alessandro. A vila, construída em 1919, para abrigar os funcionários da Cia Santista de Papel, era formada por 200 casas, todas feitas no mesmo estilo, tamanho e cores (brancas com portas e janelas verdes). Hoje restam perto de 70 moradias da época. Mas o que o estudante presenciou naquela área, o impressionou. Roberto considerou o valor histórico que a vila possui.
Welington Borges, coordenador das Bibliotecas de Cubatão, e Rubens Brito, arquiteto da Prefeitura, acompanharam a palestra e também discursaram sobre o patrimônio industrial de Cubatão. De acordo com Welington, esse estudo de Roberto D´Alessandro mostra, de maneira simbólica, não apenas o valor histórico desse patrimônio em Cubatão, seja através das indústrias ou das construções advindas daí, mas retrata até mesmo o início do processo industrial brasileiro.
Texto: Morgana Monteiro
Diversão garantida nas férias em Cubatão
Cantinho da Leitura realiza atividades culturais e literárias para a criançada: são oficinas de origami, teatro de fantoches e muito mais. Tudo de graça!
A criançada que está de férias pode participar, a partir de janeiro, de várias atividades culturais no Cantinho da Leitura, no Parque Anilinas. São oficinas para meninos e meninas a partir de 4 anos que tem início a partir do dia 11 de janeiro, sempre às 15h. Para cada dia da semana está programada uma oficina diferente, a não ser na segunda-feira, quando o Parque Anilinas fica fechado para manutenção.
Na terça-feira haverá “Oficina de massa para modelar”, onde a garotada vai aprender a fazer os mais diversos objetos e animais com a massinha, bastante utilizada por educadores para aguçar a criatividade e melhorar a coordenação motora. Na quarta-feira é dia da “Oficina de Origami”, as tradicionais dobraduras japonesas feita com papel. Nesta aula, os barcos, pássaros e figuras de animais prometem encantar o imaginário dos participantes.
Todas as quintas-feiras haverá “Teatro de fantoches” com belas histórias, quando os pequeninos terão ainda a oportunidade de manusear os bonecos de pano. E na sexta-feira é dia dos “Jogos de passatempo” com cruzadinhas, caça-palavras, jogo dos 7 erros e desenhos para pintar. As Oficinas acontecem sempre no período da tarde, mas vale lembrar que o Cantinho da Leitura ficará aberto normalmente, das 9h às 17h durante o período de férias.
O espaço como uma biblioteca infantil e brinquedoteca, oferecendo milhares de títulos infantis e infanto-juvenis, além de brinquedos educativos. Instalado dentro do Parque Anilinas, o Cantinho da Leitura oferece bons momentos de lazer em meio aos 50 mil metros quadrados de verde do Parque.
Oficinas de Férias no Cantinho da Leitura
Sempre a partir das 15h
Terça-feira: Massa para modelar
Quarta-feira: Oficina de Origami
Quinta-feira: Teatro de fantoches
Sexta-feira: Jogos de passatempo
Local: Rua Assembléia de Deus, 435, Parque Anilinas
Informações: 3362-0846
Atividades da Biblioteca no ano de 2009
Eventos, lançamentos de livros, encontros literários e outras atividades culturais:
• 10 de fevereiro: Lançamento do livro: Cubatão Caminhos da História (Welington Borges, César Ferreira e Francisco Torres);
• 20 de fevereiro: Lançamento do Livro de Poesias (Regina Alonso);
• 12 de março: Apresentação do violonista Manoelito Martins em comemoração ao Dia do Bibliotecário;
• 26 de março: Lançamento do livro: Meu Lugar no Mundo (Celma de Souza);
• 16 de abril: Palestra e divulgação do Livro Rei dos Mares – Deus na Terra, cenários da pré-história brasileira (Manoel Gonzalez);
• 3 de abril: Lançamento do livro Causos Cubatenses (Arlindo Ferreira);
• 16 de maio: realização do I Encontro de Ferreomodelistas de Cubatão no Parque Municipal Anilinas;
• 15 de junho: Encontro com a escritora Adélia Prado (Programa Viagem Literária 2009);
• 23 de junho: Espetáculo Cantando a Arte Brasileira com Juliana Finamore (34ª Semana Afonso Schmidt);
• 24 de junho: apresentação do Grupo Rinascita e dos poetas de Cubatão (34ª Semana Afonso Schmidt);
• 24 de junho: Lançamento do livro Palavras Vivas de Isabel Campos (34ª Semana Afonso Schmidt);
• 25 de junho: Apresentação do Grupo Poetas Vivos com a peça Tributo a Afonso Schmidt (34ª Semana Afonso Schmidt);
• 10 de agosto: Encontro com o contista João Acaiabe (Programa Viagem Literária 2009);
• 28 de setembro: Encontro com a escritora Flávia Muniz (Programa Viagem Literária 2009);
• 25 de outubro: Apresentação da instalação multimídia “Relicário de Cicatrizes” (Semana Nacional do Livro e da Biblioteca);
• 27 de outubro: Encontro com o escritor e jornalista Paulo Mota (Semana Nacional do Livro e da Biblioteca);
• 27 de outubro: Premiação dos participantes da Gincana Literária (Semana Nacional do Livro e da Biblioteca);
• 27 de outubro: Apresentação do Espetáculo “Cantando a Arte Brasileira” com Juliana Finamore (Semana Nacional do Livro e da Biblioteca);
• 28 de outubro: Lançamento do Projeto “Ler é uma Viagem” no ramal da Biblioteca do Jardim Anchieta (Semana Nacional do Livro e da Biblioteca);
• 28 de outubro: Encontro do Cinema e Literatura com o escritor Flávio Viegas Amoreira e apresentação do filme “Morte em Veneza” de Luchino Visconti e mediação de Alessandro Atanes (Semana Nacional do Livro e da Biblioteca);
• 29 de outubro: Encontro do Cinema e Literatura com o escritor Marcelo Ariel e apresentação do filme “A Palavra” de Carl Dreyer e mediação de Alessandro Atanes (Semana Nacional do Livro e da Biblioteca);
• 30 de outubro: Encontro do Cinema e Literatura com o escritor Ademir Demarchi e apresentação do filme “A sociedade do espetáculo” de Guy Debord e mediação de Alessandro Atanes (Semana Nacional do Livro e da Biblioteca);
• 19 de novembro: Oficina de Criação Literária com o escritor e poeta Fabrício Carpinejar (Programa Viagem Literária 2009);
• 16 a 20 de novembro: Exposição comemorativa ao Dia da Consciência Negra com o tema: Imprensa Negra;
• 2 e 4 de dezembro: Apresentações didáticas do Grupo Rinascita;
Investimentos
• Confecção e instalação de persianas para todas as janelas do prédio;
• Aquisição de 10 ventiladores com pedestal para todas as unidades da Biblioteca;
• Confecção de 12 baias para estação de trabalho destinada a sala de jornais e revistas;
Acervo
• Manutenção e ampliação das assinaturas de revistas e jornais para as unidades da Biblioteca;
• Catalogação de 705 novas obras, sendo 424 recebidas por meio de doações (Secretaria de Estado da Cultura, CIESP e comunidade) e 281 adquiridas com recursos próprios;
• Inscrição de 566 novos leitores (total de 8.476 inscritos);
• Total de consultas ao acervo: 25.887 consultas.
Participação em eventos
Capacitação de servidores
• Participação de dois servidores no Curso de Técnico em Biblioteconomia da Universidade Aberta do Brasil (Pólo de Cubatão).
Arquivo Histórico
• Reorganização do acervo (descarte e classificação);
• Reabertura para consultas e pesquisas;
• Início da catalogação geral do acervo;
• Contratação de estagiária na área de História por meio do Centro de Integração Empresa Escola, CIEE;
Outras ações
• Criação de blog institucional para divulgação das ações do setor;
• Parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, SENAC para a realização de “Estação de Vivências” dando oportunidade de aprendizagem a jovens conhecerem a rotina de trabalho da Biblioteca Municipal no período de 27/11/2009 a 11/12/2009.
• Cessão de salas para o curso de Africanidades;
Oficina de Origami
VOCÊ SABE O QUE É ORIGAMI?
Origami (do japonês: oru, "dobrar", e kami, "papel") é a arte tradicional japonesa de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la.
O origami usa apenas um pequeno número de dobras diferentes, que no entanto podem ser combinadas de diversas maneiras, para formar desenhos complexos. Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores ou estampas diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel. Ao contrário da crença popular, o origami tradicional japonês, que é praticado desde o Período Edo (1603-1897), frequentemente foi menos rígido com essas convenções, permitindo até mesmo o corte do papel durante a criação do desenho, ou o uso de outras formas de papel que não a quadrada (rectangular, circular, etc.).
Segundo a cultura japonesa, aquele que fizer mil origamis da garça de papel japonesa (tsuru, "garça") teria um pedido realizado - crença esta popularizada pela história de Sadako Sasaki, vítima da bomba atômica.
Se você aprecia esta arte, poderá participar de uma de nossas oficinas. Os cursos acontecem no Cantinho da Leitura no Parque Anilinas que é coordenado pela contadora de histórias Nalva Torres. A próxima acontecerá no dia 20 de dezembro, domingo a partir das 14 horas. As inscrições podem ser feitas pelo telefone 33620846.
A última oficina aconteceu no dia 29 de novembro e foi dirigida pela professora Ademildes Rocha. Adultos e crianças tiveram a oportunidade de aprender a técnica e criar diversos origamis. “Excelente esta iniciativa, pois é um aprendizado e ao mesmo tempo, um lazer”, comentou o sr. Luiz, pai de uma das crianças que participaram do curso.
Projetos de leitura para o ano de 2010
PROPOSTAS DE ATIVIDADES DE PROMOÇÃO DE LEITURA ENVOLVENDO GRUPOS ESPECIAIS DE USUÁRIO
1. Leitura na Terceira Idade
Desenvolvimento de programas buscando a participação de pessoas mais idosas – grupos da terceira idade.
Atividades propostas: A Hora do Conto feita por pessoas idosas – o vovô ou a vovó na Biblioteca – é uma experiência que tem tido muito êxito, pois as crianças vivenciam a projeção, na biblioteca, de momentos onde o emocional também está presente, e é um complemento importante na aproximação da criança com o livro.
São também importantes as atividades feitas a partir de livros de leitura quando o grupo de idosos pode ler e reunir-se para comentar as leituras feitas. Os interesses mais diversos podem ser o centro das leituras; por exemplo, em se tratando de um grupo de mulheres, poderão ser reunidas e lidas receitas culinárias para serem selecionadas no grupo. Também poderão ser consultados livros de trabalhos manuais, artesanatos, folhagens etc., sempre atendendo a interesses manifestados pelas participantes.
Variações dessas atividades são também feitas em asilo, quando poderão ser feitas leituras de histórias para idosos que, por deficiência de visão, muitas vezes se vêem impedidos de ler.
Parceiros das atividades: SEMAS/Fábrica da Comunidade e asilos do município.
2. Leitura na família. Programa de visitação – agentes culturais
Cabe à Biblioteca Pública, expandir seu contexto de atuação, de modo que a leitura e o acesso à informação passem a ser uma constante nos lares de seus usuários. Por isso, o trabalho que se desenvolve contando com a participação de idosos deve ser estimulado a ter continuidade nos lares. Não só o aspecto do desenvolvimento da leitura será beneficiado, mas também o envolvimento de idosos em outras atividades, dando-lhes outro sentido à sua existência num momento da vida em que, com freqüência, são marginalizados. Assim, é também útil orientar a família, utilizando-se de reuniões onde o objetivo seja fazer com que também os lares se transformem em ambientes propícios para o uso do livro. Infelizmente a Biblioteca não dispõe de pessoal suficiente para uma empreitada como esta. Neste caso, o engajamento de voluntários cuja missão será fazer visitas aos lares, estimulando e orientando atividades na área da leitura. Nesse sentido, a biblioteca poderá promover, por exemplo, treinamentos/cursos sobre “como contar histórias”, cuja clientela seria as pessoas da própria comunidade.
Parceiros da Atividade: Membros da Sociedade Amigos da Biblioteca, Contadora de Histórias (Cantinho da Leitura) e demais interessados (voluntários).
3. O adolescente na biblioteca
A programação para adolescentes é uma das atividades mais difíceis para a qual as bibliotecas estão muito pouco preparadas. Além de faltar informação sobre características, necessidades e interesses do adolescente, os acervos são também muito pobres nesse campo. A literatura já contempla esses usuários com livros dedicados a essa faixa etária. Se por um lado o adolescente está abandonando a infância, ele também não é o adulto que freqüenta a biblioteca pública. Vale ressaltar que bibliotecários, educadores e demais pessoas envolvidas com a educação e com a cultura de modo geral precisam voltar suas atenções para esse grupo de usuários. É preciso reconhecer o valor das publicações que tratam dos diferentes aspectos desse período difícil de transição que é a adolescência. É nessa época que o jovem desperta para a escolha da carreira a seguir, suas ocupações e passatempos, interesses por aventuras amorosas, esportes, questões sexuais, preparação para o matrimônio e a vida no lar, dentre outros assuntos.
Assim, é interessante para a biblioteca tomar as seguintes providências:
• Desenvolver programas especiais para a juventude;
• Preparar pessoal de sua equipe para o atendimento ao adolescente ou, em bibliotecas pequenas, que o responsável procure essas informações;
• Formar acervo adequado ao jovem;
• Desenvolver atividades de integração com os programas da biblioteca.
As atividades culturais, de animação de leitura, terão como eixo os assuntos de interesse maior dos adolescentes, conforme exemplificado anteriormente. Grupos de leitura ou Clubes de leitura poderão ser organizados, nos quais os jovens decidem quais leituras serão feitas (literatura, assuntos gerais); cada um assume um livro e depois se reúnem para apresentar e discutir no grupo o livro lido.
O desenvolvimento de atividades com crianças poderá ter o apoio dos jovens, lendo histórias para crianças tanto na biblioteca como em programas desenvolvidos em praças, hospitais, entidades, escolas, ou leituras em rádio local ou TV Comunitária (Hora do Conto e um programa de curiosidades, por exemplo).
Temos certeza de que a criatividade dos responsáveis e os recursos locais vão permitir muitas atividades inovadoras na biblioteca central e nos ramais.
4. Grupos de mulheres
A biblioteca, ao conhecer seus usuários e, particularmente, esse grupo em especial, oferecerá informações adequadas aos seus interesses. Assim, mães, donas de casa, grupos especiais de senhoras serão responsáveis pela programação desse grupo. É importante registrar as experiências que muitas bibliotecas têm tido com esse grupo de usuários. Um dos casos é vivido pela Biblioteca Demonstrativa de Brasília, Fundação Biblioteca Nacional. Hoje as mulheres representam uma força significativa dentro da biblioteca, não apenas pela programação, que promove palestras com especialistas que tratam de assuntos de interesse da mulher, especificamente, mas também na organização de eventos, exposições e na prestação de apoio às ações da própria biblioteca.
A partir da realidade da biblioteca, a equipe responsável, juntamente com a Sociedade Amigos da Biblioteca, poderá planejar atendimento especial a outros grupos de usuários que sejam identificados.
Texto adaptado do livro: Curso de Capacitação para Dinamização e Uso da Biblioteca Pública (Manual). Autores: Walda de Andrade Antunes, Gildete de Albuquerque Cavalcante e Márcia Carneiro Antunes. Editora: Global, 1996.
O desaforo bom da poesia, com Fabrício Carpinejar
O vencedor do Prêmio Jabuti 2009 realiza Oficina de Criação Literária na Biblioteca Central de Cubatão. Sala lotada e muitas provocações no melhor estilo do autor
Se “Carpinejar” fosse um verbo poderia ter como sinônimos: provocar, desafiar, instigar, despertar. E se pudéssemos conjugá-lo, seria usado para a criação literária. Isso porque é impossível dissociar essa imagem desse sobrenome que poderia ser verbo: “Carpinejar”. Ele pertence a Fabrício Carpinejar, escritor, pai, jornalista, professor, gaúcho e uma figura sincera e desafiadora. O autor participou da Oficina de criação literária na quinta-feira (19/11) na Biblioteca Central de Cubatão. Foi mais uma etapa do Projeto Viagem Literária.
Sujeito extremamente provocador, Fabrício levou as pessoas a uma viagem em torno delas mesmas, conhecendo seus próprios erros e defeitos, enfrentando-os de maneira direta, sem se preocupar com o vírus da aceitação social. Propôs exercícios de criação literária: “Escreva aí um horóscopo para você mesmo apontando um defeito seu”, disse. “Nunca pensei nisso”, matutou a maioria. E com certeza foi essa idéia inédita que impulsionou os participantes a praticarem sua própria literatura. Fabrício opinou, corrigiu, “carpinejou” as pessoas a olharem suas poesias, poemas, contos e romances de maneira particular. Para ele, o poeta é invisível mas sua literatura tem que tocar o leitor de maneira direta.
O escritor falou sobre foco, figuras de linguagem, contemplação do poema e defendeu a tese de que fazer literatura é um exercício. “O leitor não vive dentro da nossa cabeça, temos que criar nossos próprios leitores. E isso se faz escrevendo. A Literatura é para quem não consegue fazer outra coisa. Você se arrisca, pois pode não agradar as pessoas. E ainda assim, continua fazendo”, disse. Fabrício parte da premissa de que o autor precisa ser verdadeiro e isso inclui o enfrentamento que ele propõe na Oficina. Aceitar os medos, fracassos e enxergar tudo isso com muito bom humor. Para Fabrício, na poesia há “golpe de estado” e por isso o poema não aceita “perfumaria”, somente ação. Carpinejar não defende o sentimentalismo barato e pobre.
A idéia da Oficina se cumpriu à risca: descortinar um mundo diferente para aqueles que se aventuram na literatura. E nada melhor do que estar ali absorvendo toda bela loucura do escritor. Ele, que recebeu em 2009, o Prêmio Jabuti (um dos mais importantes do Brasil) na categoria Contos e Crônicas com o texto “Canalha!”. Em 2003 sua publicação “Biografia de uma árvore” foi escolhido o melhor livro de poesia do ano pelo Prêmio Nacional Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras. Um ano antes, já havia recebido o Prêmio Cecília Meireles da União Brasileira de Escritores. O vasto currículo não o afastou do contato com as pessoas pois ainda hoje é professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Para o escritor, o trabalho das bibliotecas é justamente suscitar grandes poetas e isso vem do exercício da escrita. Um exemplo disso é o jovem cubatense Victor Melo. “Quero ser escritor, mas preciso me aperfeiçoar. E nada melhor do que começar dessa maneira”, afirma o adolescente que adora folhear Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade. Aos 14 anos, Victor confessa já estar escrevendo um livro: “é uma história de terror, de um rapaz de 16 anos que começa a investigar situações estranhas que acontecem na cidade”, revela.
O Projeto Viagem Literária previa no máximo 30 pessoas na sala, mas o número de inscrições excedeu esse limite. Eram poetas, donas de casa, professores, curiosos, leitores assíduos de todas as idades. A figura performática de Fabrício Carpinejar o arrasta a quilômetros do lugar comum. Como ele próprio já disse, escreve poemas como quem existe. “Ninguém hesita em existir. Percebo a poesia desde o princípio como um crime passional”, disse uma vez. E pelo que percebemos, também segue por aí, “carpinejando” a vida dos outros. Que bom.
Texto: Morgana Monteiro
Cubatense recebe em Lorena distinção pela autoria do Atlas de Pindamonhangaba
Geógrafo é autor de diversos livros em sua área de atuação
O professor e geógrafo Cesar Cunha Ferreira, funcionário da Prefeitura de Cubatão e autor ou co-autor de diversos livros relacionados com a geografia paulista, foi distinguido em novembro com menção honrosa pelo Instituto de Estudos Vale-Paraibanos, pela autoria do Atlas Histórico e Geográfico de Pindamonhangaba. A cerimônia ocorreu na Casa de Cultura "Péricles Eugênio da Silva Ramos", na cidade paulista de Lorena, em sessão que marcou o aniversário de emancipação política deste município do vale paraibano.
Na solenidade, em que o acadêmico Olavo Rubens Leonel Ferreira discorreu sobre a data comemorativa, o presidente do instituto, professor Nelson Pesciotta, prestou homenagem também a diversas personalidades locais e regionais, com medalhas e distinções.
Diversos livros - Cesar, além do Atlas de Pindamonhangaba, de 2008, também lançou no ano passado o Atlas Escolar Histórico e Geográfico de Brotas e obra semelhante enfocando a cidade de Bariri. Em 2007, já havia lançado o Atlas Escolar Histórico e Geográfico de Santos, e em 2006 publicou obra semelhante referente a Piracicaba, todas pela editora Noovha América.
O homenageado também atuou como coordenador técnico de três outras publicações dessa editora, referentes também a municípios paulistas: Lençóis Paulista: Atlas Escolar Histórico e Geográfico (2007), Tatuí: Atlas Escolar Histórico e Geográfico (2007) e Boituva: Atlas Escolar Histórico e Geográfico (2008). Outra obra em que participou foi o Atlas Escolar da Estância Turística de Paranapanema.
Em Cubatão, Cesar participou na co-autoria de duas publicações: Cubatão: A Rainha das Serras (2005) e Cubatão: Caminhos da História (2008)
Texto: Carlos Pimentel Mendes – MTb. 12.283-SP
O professor e geógrafo Cesar Cunha Ferreira, funcionário da Prefeitura de Cubatão e autor ou co-autor de diversos livros relacionados com a geografia paulista, foi distinguido em novembro com menção honrosa pelo Instituto de Estudos Vale-Paraibanos, pela autoria do Atlas Histórico e Geográfico de Pindamonhangaba. A cerimônia ocorreu na Casa de Cultura "Péricles Eugênio da Silva Ramos", na cidade paulista de Lorena, em sessão que marcou o aniversário de emancipação política deste município do vale paraibano.
Na solenidade, em que o acadêmico Olavo Rubens Leonel Ferreira discorreu sobre a data comemorativa, o presidente do instituto, professor Nelson Pesciotta, prestou homenagem também a diversas personalidades locais e regionais, com medalhas e distinções.
Diversos livros - Cesar, além do Atlas de Pindamonhangaba, de 2008, também lançou no ano passado o Atlas Escolar Histórico e Geográfico de Brotas e obra semelhante enfocando a cidade de Bariri. Em 2007, já havia lançado o Atlas Escolar Histórico e Geográfico de Santos, e em 2006 publicou obra semelhante referente a Piracicaba, todas pela editora Noovha América.
O homenageado também atuou como coordenador técnico de três outras publicações dessa editora, referentes também a municípios paulistas: Lençóis Paulista: Atlas Escolar Histórico e Geográfico (2007), Tatuí: Atlas Escolar Histórico e Geográfico (2007) e Boituva: Atlas Escolar Histórico e Geográfico (2008). Outra obra em que participou foi o Atlas Escolar da Estância Turística de Paranapanema.
Em Cubatão, Cesar participou na co-autoria de duas publicações: Cubatão: A Rainha das Serras (2005) e Cubatão: Caminhos da História (2008)
Texto: Carlos Pimentel Mendes – MTb. 12.283-SP
Últimas semanas do Viagem Literária no Estado de São Paulo
Em novembro, o Viagem Literária, programa da Secretaria de Estado da Cultura que leva escritores renomados para 55 bibliotecas públicas do Estado, completa suas atividades em 2009. Neste mês, serão oferecidas oficinas, com duração de quatro horas, voltadas para maiores de 15 anos e com o objetivo de desenvolver e aprimorar o fazer literário por meio de leituras, bate-papos e redação de textos. São oferecidas 30 vagas por oficina e os participantes recebem um certificado. As inscrições devem ser feitas diretamente nas bibliotecas das cidades. Durante as oficinas, o público terá a oportunidade de aprender e de trocar ideias com autores como Moacyr Scliar, Nelson de Oliveira, Fabrício Carpinejar, Chacal, João Silvério Trevisan, Eunice Arruda, Adriana Lisboa, Andréa Del Fuego, Cadão Volpato, João Carrascoza, Luis Augusto Fischer e Noemi Jaffe. Até o dia 28 de novembro, os participantes também vão conhecer as técnicas e teorias relacionadas à arte de escrever desses autores.
“O Viagem Literária tem como proposta estimular o prazer pela leitura, colocando o público em contato muito próximo aos autores, em sua cidade, na sua biblioteca”, diz o coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, André Sturm. “Ouvir e conversar com os escritores é um estímulo certo para despertar ou aumentar o interesse pelos livros e por suas histórias,” destaca Sturm.
Cerca de 20 mil pessoas já participaram dos encontros com autores promovido pelo Viagem Literária de junho a outubro deste ano. Agora em novembro, a expectativa é atingir cerca de 2 mil pessoas durante as oficinas de criação literária.
O programa, que segue até este mês, finaliza o ano com 275 atividades em 55 cidades do Estado, que são: Adolfo, Alumínio, Americana, Américo Brasiliense, Anhumas, Apiaí, Arujá, Batatais, Botucatu, Buritama, Buritizal, Campos do Jordão, Cerqueira César, Cerquilho, Cruz das Posses (distrito de Sertãozinho), Cubatão, Dobrada, Eldorado, Fartura, Ferraz de Vasconcelos, Gavião Peixoto, Getulina, Guapiaçú, Guaratinguetá, Ibiúna, Ilha Comprida, Ilha Solteira, Ilhabela, Itanhaém, Itapeva, Jaboticabal, Jaguariúna, Jardinópolis, Junqueirópolis, Leme, Macatuba, Miguelópolis, Osvaldo Cruz, Palmital, Pederneiras, Penápolis, Pindamonhangaba, Presidente Venceslau, Rancharia, Ribeirão Corrente, Santa Cruz do Rio Pardo, São Caetano do Sul, São Francisco Xavier (distrito de São José dos Campos), São Pedro, São Roque, Taguaí, Tanabi, Valinhos, Valparaíso e Viradouro.
Vale destacar, que o Viagem Literária tem como objetivo, mediante o contato entre escritores e público, estimular o prazer da leitura, formar novos leitores e valorizar e revitalizar as bibliotecas públicas dos municípios paulistas. Toda a programação é gratuita e aberta ao público de todas as idades.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA - SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA - data: 07/11/2009
AGRADECIMENTO
Agradecemos a Brasterra Empreendimentos Imobiliários pela colaboração na realização da Oficina de Criação Literária que acontecerá no dia 19 de novembro a partir das 18 horas na Biblioteca Municipal
LIVROS DE FABRÍCIO CARPINEJAR
A Biblioteca Municipal colocará à disposição dos leitores a partir da próxima semana, diversas obras de Fabrício Carpinejar. O escritor estará na Biblioteca Municipal no dia 19 para realizar uma Oficina de Criação Literária. Confira alguns dos livros adquiridos:
Terceira Sede (nova edição): Em 'Terceira sede', o narrador perdeu recentemente a esposa e recorda sua trajetória abordando a vida com lucidez e honestidade. São poemas sobre a maturidade, a dificuldade de adaptação, o isolamento e o preconceito sofrido pelos idosos.
Cinco Marias: Cinco Marias é a mais recente invenção do premiado poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, que retrata o universo passional e sensível de uma mãe e suas quatro filhas. Lançamento da Bertrand Brasil, revela-se um livro de mulheres para mulheres, que os homens vão desejar espiar. "Palavras, mulheres e histórias andam juntas, parece. Engraçado é quando acontece delas terem nascido num coração de homem", comenta Adriana Falcão na apresentação.A obra pode ser lida tanto como poesia como romance. Registra o diário de uma casa, imitando o jogo infantil com o revezamento de vozes. Cada poema é a fala de uma das protagonistas. Segura-se uma das pedras de pano para pegar a outra, assim as personagens se complementam até um final surpreendente.
Sem pontuação teatral, o leitor terá que definir pelo temperamento quem está falando. "Descobrirás quando minto./ Não exagero/ ao contar uma verdade."
Poema com enredo, trama e suspense. Tudo começa com a estranha ordem materna de enterrar a biblioteca. O marido e pai não aparece, fica como uma sombra rondando os aposentos. "Separar-se,/ uma porta arrombada por dentro." O mundo feminino é apanhado com delicadeza e ternura. "Só na nudez/ sobra espaço/ para me ocultar."
A escritora Ana Miranda afirma na abertura: "Quando pequena eu jogava o jogo das cinco marias, cinco pedrinhas passavam por baixo do arco dos meus dedos, um jogo de habilidade e atenção, sem suspeitar da vida simbólica que aqueles gestos guardavam. Incapaz de imaginar que numa noite iria ler, com um sentimento abissal de encanto, este livro, escrito sobre o fio da lâmina, e que nos corta a alma para fazer penetrar a pureza da palavra."
Cinco Marias ainda permite ser compreendida como continuação de Biografia de uma árvore (2002), agora acompanhando a família do Dr. Ossian, médico que considerou louco Avalor, personagem dos demais livros.
O Amor Esquece de Começar: O poeta gaúcho estréia na prosa com "O Amor Esquece de Começar". Martha Medeiros recomenda na apresentação da obra: "Entre o nonsense e a realidade, Fabricio Carpinejar é mestre em acertar no alvo, ora nos emocionando muito, ora nos emocionando bastante - as duas únicas reações que se pode ter diante deste livro escrito às ganhas".O escritor flagra pequenos detalhes adormecidos do cotidiano e faz comparações inusitadas como a quebra do tampo do fogão com os problemas de casamento. Utiliza as duas mãos para atravessar a linguagem. De um lado, a poesia, do outro, a crônica. Explora o universo feminino, descreve quando uma mulher goza, o que ela quer, exalta a amizade da velhice, desarma os preconceitos masculinos, mostra qual a gíria entre os homens, explica que a última colher dada a um filho nunca é a última e desmoraliza expressões e eufemismos como 'dar o tempo' e 'ceder'. A mãe é uma das figuras mais exaltadas em seu texto. "Uma mulher quer dançar para os outros homens, para chamar o seu para perto. Uma mulher quer ser restituída de suas falhas, quer que acreditem nela quando mente, que duvidem dela quando fala a verdade", expressa um dos textos.
A rotina não será mais a mesma depois da coletânea, ninguém levantará os estilhaços de vidro de um copo sem pensar que "por mais que se recolha os fragmentos, algo ficará piscando no chão no dia seguinte. O vidro faz seu colar para vender ao sol."
Em seu livro, o amor é uma surpresa e uma confirmação. Um renascimento para quem até então não o encontrava. Um espelho a mostrar a beleza e o vigor a quem sempre soube identificá-lo. "O Amor Esquece de Começar" é esse espelho. A mulher, principal interlocutora de seus textos certeiros, não está sozinha. O homem também pode participar dessas revelações que, apontadas numa direção, atingem todos e tudo. O amor, afinal, é o sentido da vida e o conforto para a assustadora dimensão do universo. "Quero recuperar o romantismo, uma visão cristalina e verdadeira das relações amorosas, um cuidado na fala, a sedução", revela Carpinejar. "Sem idealismo, mas com idealização. A expectativa e a confiança fazem bem ao amor e não podem ser abolidos. Desejo, com as mulheres, o consenso das mãos durante o dia e dos pés durante a noite."
Canalha! Retrato poético e divertido do homem contemporâneo: Canalha!, novo livro de crônicas do escritor gaúcho Fabrício Carpinejar, é uma provocação desde o título. Um ato corajoso e irreverente contra os rótulos masculinos. Uma leitura divertida do homem contemporâneo, perplexo e desorientado com as transformações de comportamento e a dissolução dos papéis fixos familiares. O autor mostra que o canalha mantém o charme sexual, mas não é mais o mesmo apregoado pelo Nelson Rodrigues e tantos escritores da metade do século XX.“Aquele cafajeste de outrora mudou, não é mais o tipo machista e intolerante. Esqueça os personagens de Jece Valadão”, afirma Carpinejar. “Há outro canalha mais perigoso em ação, uma mutação cultural: um canalha caseiro, que não tolera preconceito (aceita ser confundido com gay e entende o chamado como um elogio), que vai fundo no sofrimento para não repeti-lo, gentil dentro das expressões, que ama demasiado os filhos, que se veste com estilo, mas não se importa com o que os outros vão pensar, que encontra a autocrítica no humor, que se aproxima de uma mulher para roubar sua alma (porque o corpo é muito influenciável.”
São crônicas que respeitam sua natureza original de conversa: amáveis e despretensiosas, com jeito de pintassilgo no muro. Para serem saboreadas tanto no café-da-manhã, ao lado de uma boa xícara com leite quente e farelos de pão, ou numa mesa romântica, com a toalha manchada de vinho. E por que não numa leitura a dois na cama, atuando como preliminares?
As verdades mais fortes acabam ditas com delicadeza. Textos leves, chamando o leitor para cada vez mais perto. Uma percepção toda nova do cotidiano, admitindo as imperfeições e as gafes, sem medo de viver para evitar sofrimentos.
“Não crie arrependimentos por aquilo que não foi feito. Sejamos mais reais em nossas dores”, propõe na crônica “Insista”. Puro carisma de um autor, que mede o mundo com as palavras e os gestos, disposto a se abrir e emoldurar as lembranças com suas histórias.
Carpinejar cria uma espécie de contraponto viril de sua coletânea de sucesso, O Amor Esquece de Começar (2006). Defende a “alma masculina” como sinônimo de sensibilidade. Analisa as relações amorosas, homenageia a amizade dos detalhes e as preciosidades da rotina, desfaz tabus sociais. É capaz de provar a gravidez masculina, onde o homem não contará para a amada que aguarda seu filho no ventre, ou de destacar o cuidado dos velhos pais com seus filhos adultos, preservando o quarto deles exatamente como deixaram ao saírem de casa.
O texto de orelha é assinada por Xico Sá: “Entre uma canalhice explícita e um inocente ‘Ivo viu a uva’, Carpinejar, o cronista, o poeta, o fabulador, o mito, o homem, o álbum branco dos Beatles, nos enfeitiça, desgraçado bom de lábia, de escrita e de jabs. Parece golpe baixo, mas o cara é capaz de observar o origami da pressa que foi feito, pela mulher, com o papelão cortado do biquinho da caixa de leite, donde sugere um peito platônico ou quase, pelo menos para os tarados de plantão terá sido mais ou menos isso, por supuesto”.
Textos como “O fim é lindo”, “Sexo depois dos filhos”, “Emprestando roupas ao marido”, “Amor é coisa de boteco”, “É adorável uma mulher toda nua, ou quase, de meias brancas”, “O orgasmo feminino e o quindim” e “Procura-se um brinco”, entre muitos outros, fazem de Canalha! um livro para homens e mulheres – casados ou solteiros, lobos ou cordeiros.
Diferente dos dicionários e muito além do significado dos vocábulos, o escritor gaúcho apanha o sentimento da pronúncia.
Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!
CLARICE PACHECO
CLARICE PACHECO
SOCIDADE AMIGOS DA BIBLIOTECA – SAB
Precisamos, no entanto, conhecê-la muito bem, saber o que é uma biblioteca pública, quais seus objetivos, que funções devem desempenhar.
Ela é principalmente o centro referencial da comunidade, reunindo documentos, permitindo aos usuários conhecer, buscar conhecimento, dando-lhes oportunidades de informação local, regional e até mundial. A vinculação das bibliotecas públicas com suas respectivas comunidades será muito enriquecida e fortalecida com a participação da "Sociedade Amigos da Biblioteca". Esta Sociedade está aberta à participação de todos e isto significa que a comunidade deve se apossar do que lhe pertence, pois a biblioteca pública é sua e assim deve ser sentida. Ampliar as oportunidades de freqüência à biblioteca pública é questão de cidadania.
Igualmente, a biblioteca ou o responsável pela mesma precisa ser assistido, acompanhado, apoiado e seu trabalho deve ser participativo, realizado com a comunidade e não para a comunidade. A existência da Sociedade facilita isto. A Sociedade Amigos da Biblioteca - SAB é uma organização de cunho cultural vinculado à biblioteca e tem sua estrutura e atividades expressas no Estatuto da Sociedade, do qual constam os objetivos, constituição da diretoria, condições de funcionamento, etc.
Em Cubatão, a SAB atua desde o ano de 2002. Atualmente sua tarefa está focada no apoio aos poetas e escritores da cidade. Em breve, contará com uma nova diretoria e com um calendário amplo de apoio de ações culturais e de apoio à Biblioteca Municipal.
Viagem Literária - módulo de novembro
POESIA É UM DESAFORO BOM
Oficina de escrita criativa - Poesia
Não perca tempo! Inscreva-se!
Data: 19 de novembro de 2009
Horário: 18 horas
OBJETIVOS
Explorar a brincadeira da linguagem, conscientizar autores da importância da leitura da poesia, entender a construção do poema, utilizar o passado como ponto de partida da experiência estética, vencer o medo da crítica e a retração da voz.
CONTEÚDOS BÁSICOS
A narração do pensamento. Poesia como invenção. A elipse da poesia e a circunferência de Deus (Cântico dos Cânticos, Dante, Nicolau de Cusa, Juan de
Nascido em Caxias do Sul-RS em 1972, Fabrício Carpinejar é poeta, cronista, jornalista e professor. Mestre em Literatura pela UFRGS, atualmente é coordenador do curso de Formação de Escritores e Agentes Literários da Unisinos. Publicou, entre outros, Um Terno de Pássaros ao Sul (2000), Cinco Marias (2004), Como no céu/Livro de visitas (2005), Meu filho, minha filha (2007) e Canalha! (2008), que acaba de vencer o Prêmio Jabuti 2009. Recebeu diversos outros prêmios, entre eles o Maestrale/San Marco, o Prêmio Açorianos e o Prêmio Erico Veríssimo. Carpinejar foi traduzido para o alemão e em breve será publicado também na Itália e na França. Participou de antologias no México, na Colômbia, na Índia e na Espanha.
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