"Histórias Daqui e de Lá" conscientiza o público infantil sobre o hábito pela leitura
Foi possível escutar dezenas de risadas infantis vindas da Biblioteca Municipal de Cubatão, durante a canção final de "Histórias Daqui e de Lá", peça apresentada no local, nesta terça-feira, dia 3 de julho. A alegria das narrativas das atrizes Danielle Barros e Lívia Sales contagiou o público do Ensino Fundamental I da UME Acre nas duas sessões: às 9 e às 15 horas. O espetáculo está em cartaz há 15 anos na companhia As Meninas do Conto, e desde 2008 é encenado no Programa Viagem Literária, projeto da Secretaria de Estado da Cultura em parceria com bibliotecas municipais. Tendo uma colcha de retalhos como pano de fundo, as atrizes encantavam as crianças com contos que remetem à tradição oral. Irmãos Grimm, Hans Christian Andersen, Câmara Cascudo foram alguns dos autores que tiveram suas histórias atualizadas na versão das narradoras. Ricardo Campinas Gonçalves, de seis anos de idade, abraça contente sua mãe, a Secretária Municipal de Cultura e Turismo, Patrícia Campinas Gonçalves, que diz: "Quando você trabalha com o lúdico, as crianças desenvolvem mais a criatividade e interagem ainda mais com o mundo".
Na ponta dos pés, Danielle despertava a curiosidade dos estudantes: "E Pequetito se tornou um lindo, garboso e alto samurai". Depois dos aplausos, a professora de Educação Artística da Escola Estadual Afonso Schmidt, Laura Ribeiro, elogia o trabalho da companhia teatral: "De fato, a narrativa é um recurso ilimitado para a imaginação dos alunos". A atriz complementa: "O universo das histórias pertence às crianças. A história é o meio de chegarmos às nossas raízes, precisamos fazer essa continuidade oral chegar às futuras gerações".
Tambor, balafon, carrilhão, conduíte, prato, chapéu, avental, anel, entre outros instrumentos de percussão e adereços, encantaram ainda mais as narrações. Com um simples chapéu surgia um personagem, com um avental aparecia outro. E as crianças não paravam de rir, não só pelos contos, como também pela música, que era transformada em uma emocionante viagem. “Conta de novo”, disse uma aluna após ouvir a história “A Pequenininha”. Mas não só as crianças, os adultos também puderam relembrar sua infância. Prova disso foram as risadas que ressoavam nos corredores da biblioteca.
Nathalia Rodrigues Leonel, de seis anos, estudante do 1° ano do Ensino Fundamental, participou pela primeira vez de uma aula diferente: “Só a minha mãe me conta histórias, e foi muito legal ouvir outra pessoa. Senti medo e alegria simultaneamente”. Já para a Sofia Oliveira da Silva, de sete anos, além de sua mãe, só a professora contava histórias. “Elas fazem mágicas. Foi muito legal ouvi-as com os instrumentos”, afirmou a aluna do primeiro ano.
Texto: Fernanda Lima e Lincoln Spada
Imagens: Raimundo Rosa
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